domingo, 29 de julho de 2012

DOAÇÕES . . .



. . . são sempre bem vindas.  


Aqui  foto das roupas que foram doadas dia 28/07/2012. Chegaram em boa hora.
Em breve estarei divulgando o nome de alguns comerciantes que já ajudaram o nosso PSCL (Projeto Social Caminho das Linhas).










domingo, 8 de julho de 2012

A DEPENDÊNCIA QUÍMICA TEM CURA ?


Autor: Frederico Eckschmidt - Psicólogo clínico, formado pela Universidade Mackenzie e especializado em dependência química.


A dependência química é uma doença incurável, progressiva e fatal. Ela não tem cura, mas possui tratamento. E, caso a pessoa não procure tratamento, o uso de substâncias químicas se transforma em abuso, depois em hábito, até a instalação da dependência, tornando sua própria vida e a de todos à sua volta em tragédia. O tratamento envolve a abstinência total de álcool e drogas, além de uma transformação completa da personalidade do dependente e da relação  que ele mantém com as pessoas de seu convívio. Mesmo sabendo disso, diversos pacientes aparecem nos consultórios procurando  algum medicamento que cure definitivamente sua dependência por drogas.
Nesses casos, vale ressaltar que o tratamento da dependência química envolve uma completa mudança dos comportamentos, do caráter, de como a pessoa lida com seus problemas, sentimentos e de como ela se coloca diante da vida e das questões existenciais.


Efeitos no cérebro



Para algumas pessoas, uma vez ingerida uma substância psicoativa (drogas), seus efeitos ficam gravados para sempre no cérebro como uma "ótima" alternativa para obter prazer imediato e fugir de situações desagradáveis. 
Durante vários anos, essa pessoa acredita estar resolvendo todos os problemas com uma solução mágica e " sem contra-indicações". E assim ela começa a criar um mecanismo muito poderoso e muitas vezes fatal: o auto-engano.
Quando a mentira que surge do auto-engano se instala na personalidade do dependente, desenvolve-se uma série de mecanismos de defesa para reforçá-lo de que o que ele está fazendo é certo e que todo mundo está errado. Negação, minimização, racionalização e isolamento, são os principais mecanismos de defesa. Existem outros, mas esses já dizem bastante a respeito da degradação moral que acontece na evolução da doença.


Num primeiro momento, da negação, a pessoa tenta se convencer de que não está exagerando. Assim, quando alguém diz para maneira ou parar com o uso de drogas, o dependente mente e insiste em afirmar que não usa ou não usou, mesmo demonstrando estar visivelmente bêbado ou drogado.
Caso seja muito evidente e falem, por exemplo, para ele que o cheiro está forte, dando a sentir de longe, ele vai dizer que tomou só uma cervejinha ou deu uns "traguinhos" num cigarro de maconha, ou deu só uma "cheiradinha" na cocaína " de um amigo " e por aí vai. Ele está minimizando o abuso constante de uma substância.
E quando encurralado, o dependente tenta racionalizar, justificando que o que ele está fazendo é certo, afinal, "todo mundo faz, mesmo !". Em seguida , ele entra numa megalomania, tentando convencer as pessoas que o cercam de que a sociedade é hipócrita, que o sistema está errado, que as liberdades individuais devem ser respeitadas, e todo tipo de discurso pronto já bem conhecido.

Consequências na família e entre amigos

Mas em alguns casos, as pessoas próximas, não toleram esse comportamento, então o dependente tem que começar a mentir, agir com desonestidade, seduzir e manipular, mesmo que as pessoas envolvidas sejam muito queridas, como pais, cônjuges, familiares, amigos ou colegas de trabalho e assim por diante. Isso cria uma reação em cadeia, pois as pessoas a se afastar dele, a rejeição sentida vai gerar uma profunda revolta, angústia, depressão, frustração e isso vai fazê-lo consumir mais drogas e se isolar cada vez mais. No fundo, são pessoas muito imaturas emocionalmente, possuem baixa autoestima e pouca ou nenhuma tolerância à frustração. Isso significa que elas têm dificuldades para lidar com seus desejos não satisfeitos e, como uma criança, eles querem seu prazer agora, caso contrário, alguém vai ter problemas (nem que sejam eles próprios).
Mesmo com tudo isso, é possível uma recuperação ? Sim. Mas somente se o dependente conseguir ser honesto consigo mesmo e com os outros. É trabalhoso, demorado e às vezes é por toda vida. Pode ser uma longa jornada, mas é um caminho possível de ser trilhado.


Encarando o problema de frente

O tratamento da Dependência Química é trabalhoso e demorado, mas oferece grandes perspectivas para aquele que o leva a sério e segue suas orientações. Abaixo reproduzo um trecho extraído do " Livro Azul " dos Alcoólicos Anônimos :

" Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente o nosso caminho. Os que não se recuperam são as que não conseguem ou não querem  se entregar-se inteiramente a este programa simples, em geral homens e mulheres que , por natureza, são incapazes de ser honestos consigo mesmos. Existem pessoas assim. Eles não têm culpa. Parece que nasceram assim. São naturalmente incapazes de entender e desenvolver um modo de vida que exija uma rigorosa honestidade. Para tais pessoas, as probabilidades de êxito são menores do que o comum. Há ainda aquelas que sofrem de graves perturbações emocionais e mentais, mas muitas delas conseguem realmente recuperar-se, quando têm a capacidade de ser honestas. "







segunda-feira, 25 de junho de 2012

PROJETO SOCIAL CAMINHO DAS LINHAS: Vencendo Barreiras

PROJETO SOCIAL CAMINHO DAS LINHAS: Vencendo Barreiras: Impressionante como o preconceito vai muito mais além do que possamos imaginar. Tenho que vencer as dificuldades de convencer " Senhores " a...

Vencendo Barreiras

Impressionante como o preconceito vai muito mais além do que possamos imaginar. Tenho que vencer as dificuldades de convencer " Senhores " a bordar e costurar, e me acostumar a observar pessoas que já tem esse projeto como derrotado. Essas pessoas não acreditam, que ex-dependentes podem ser úteis, e podem produzir, mais do que tristeza e preocupação para a sociedade (e com certeza não acreditam na minha competência e persistência).A cada dia uma vitória, uma esperança, uma oportunidade de recomeçar uma vida diferente do que viviam. Muitos conseguem outros vão continuar tentando. Fiquei comovida com uma senhora que ao sair do seu trabalho deparou-se com três internos indo para a festa da Padroeira local e disse em voz alta: " Que bom, Deus abençoe, que maravilha " em nenhum momento se referiu a esses rapazes como " os drogados ", ela  reconheceu neles seres humanos buscando a  a cura para sua doença.São raras as pessoas que os veêm de outra forma que não seja a do usuário de drogas. Precisamos de políticas públicas em nossa cidade que venham prevenir nossa população jovem contra esse mal que já invadiu as cidades do interior. Prevenção e conhecimento ainda é a melhor saída.