sexta-feira, 2 de novembro de 2012

CRACK





Os cachimbos improvisados e largos, geralmente feitos com tubos de PVC, facilitam a aspiração de uma grande quantidade de fumaça de uma vez só. Sem filtro e sem volta, o consumo . É assim, de forma amadora e desmedida, que ocorre o consumo do crack.
A droga, que é uma mistura de pasta-base de cocaína refinada com bicarbonato de sódio e água, nem sempre é fornecida aos usuários na composição original. Cimento, cal, querosene e até acetona podem ser acrescentadas.
A pedra mantém os princípios ativos da cocaína. A mistura (pasta-base, bicarbonato e água), quando aquecida, separa as substâncias líquidas (descartadas) e sólidas (a pedra de crack). Uma bomba-relógio para o organismo humano. Tudo é consumido em quase 100% pelo corpo.
No cérebro o crack tem efeito quase imediato e basta apenas de 8 a 15 segundos para fazer efeito, enquanto a cocaína demora cerca de 15 minutos para chegar ao sistema nervoso central. Assim que chegam ao cérebro, as substâncias aspiradas agem por até 10 minutos, gerando uma diversidade de reações, como agitação, prazer, euforia e irritação. Esse tempo é suficiente para iniciar um vício.
"E a droga age de forma sistêmica. É uma doença do pulmão, da nutrição, do tubo digestivo, do coração. É generalisada.  E se for associada ao álcool, você aumenta o risco de câncer, não só na boca e no pulmão. É uma complicação geral", explica o médico especialista em dependência química João Chequer.

Os efeitos do crack no organismo:

Neurotransmissores - O crack inibe a recaptura de neurotransmissores pelos receptores pré-sinápticos. Dopamina, noradrenalina e serotonina - que são responsáveis pelo pensamento, planejamento, controle de impulsos, sensações de prazer e poder - ficam acumuladas

Doenças neurológicas - usar crack pode resultar em uma variedade de manifestações neurológicas, incluindo: acidente vascular cerebral (AVC), dor de cabeça, tonturas, inflamações dos vasos cerebrais, atrofia cerebral e convulsões.

Dependência - O uso excessivo da droga leva á saturação dos receptores pós-sinápticos. Com isso, é necessário aumentar as doses da droga para obter os mesmos efeitos, o que leva o usuário ao uso compulsivo

Vias Aéreas - A alta temperatura da fumaça do crack pode causar queimaduras nos tecidos da laringe, traqueia e brônquios, que sofrem os efeitos das substâncias tóxicas presentes na droga, como resíduos de gasolina e solventes.

Circulação - Provoca o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, podendo ocorrer isquemias e infartos agudos do coração. Há risco de arritmias cardíacas e problemas no músculo cardíaco.

Pulmões - É o principal órgão exposto ao vício do crack. Os sintomas mais comuns são: tosse, dor no peito com ou sem falta de ar, escarro com presença de sangue e piora de asma. OBS.: Pessoas com tuberculose que usam crack por vezes convivem em ambientes fechados e dividem os instrumentos de consumo. Essa prática favorece a disseminação da doença.

Aparelho Digestivo - O uso do crack prejudica a digestão e provoca sintomas como náusea, perda do apetite, flatulência, dor abdominal e diarreia.

Fonte: Enfrentando o Crack, Portal Brasil

O ALCOOLISMO E SUAS CONSEQUENCIAS




Apesar do desconhecimento da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ela atua no sistema nervoso central, provocando mudanças de comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência. É uma das poucas drogas que tem o seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Apesar da sua aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas quando excessivo, passa a ser um problema.Para se beber sem perigo é indispensável moderação, e, consumir moderadamente é beber de modo a não ter problemas, nem os criar nos outros. O consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose e frequência, pode provocar um quadro de dependência, conhecido como alcoolismo. Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, podendo ser de origem biológica, psicológica, sociocultural ou ainda resultado de todos estes fatores. Por razões diversas, certas pessoas perdem o controle do consumo do álcool, encontrando nele efeitos tão particulares e vantagens tão importantes do ponto de vista psíquico e, ou social que não conseguem prescindir dele. O organismo habitua-se ao efeito do álcool, e muitas vezes arranjam inúmeros pretextos para beber em sociedade. A relação entre a dependência alcoólica e a violência doméstica, está hoje bem estabelecida. Muitos conflitos são precipitados pelo abuso do álcool. Também há pesquisas, que revelam que grande parte dos acidentes de viação e até de trabalho, são provocados por pessoas alcoolizadas, pois o álcool diminui a coordenação motora e os reflexos. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e de violência associados a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, pode, desenvolver várias doenças, no aparelho digestivo, cardiovasculares e até neurológicas. Quanto mais o álcool influência a vida do consumidor, mais este bebe para sentir os mesmos efeitos, pois a tolerância aumenta. Vai-se afastando dos outros e começa a perder o interesse pelas coisas. Bebe diariamente, muitas vezes às escondidas, e luta para controlar o consumo, no entanto, este começa a influenciar negativamente a vida do indivíduo, as suas responsabilidades, o seu ambiente familiar e profissional. As pessoas alcoólicas desenvolvem um mecanismo de defesa, a negação, que lhes permite ignorar que se tornaram dependentes, atribuindo as culpas a tudo menos ao consumo de álcool, e enquanto encontram desculpas não conseguem abordar o seu verdadeiro problema. Esta degradação, quer física quer psicológica, que atinge o alcoólico é felizmente reversível, ou pelo menos controlável, se este enfrentar a realidade, admitir a sua doença e pedir ajuda; seja por imposição familiar, por problemas profissionais, por doença, por sofrer um acidente…
Na maioria das vezes é necessário, numa primeira fase a ajuda médica, recorrendo-se por exemplo ao médico de família. Por vezes é necessário um internamento. Após o tratamento médico, as terapias de grupo são muito importantes. Muitas associações já foram formadas para proporcionar esse serviço, sendo uma das mais conhecidas e procurada a dos Alcoólicos Anônimos (AA), pois o apoio mútuo ajuda-os a tentar viver sem o álcool. Estes grupos reúnem pessoas que vivem uma dificuldade comum e que se entre ajudam para à ultrapassar.



http://pt.scribd.com/doc/31767917/Os-maleficios-do-alcool

domingo, 28 de outubro de 2012

NOVAS FOTOS E NOVOS TRABALHOS


Gostaria de aproveitar a oportunidade e agradecer a todos que de alguma forma contribuem com esse projeto doando tintas, pincéis e panos de pratos. OBRIGADA !




 FUI PRESENTEADA.





 DESENHOS E CARBONO DOADOS 















sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Há horas em nossa vidas . . .



. . . que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porquê de nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: As perdas do ser humano.

Ao nascer, perdemos o aconchego, a segurança e a proteção do útero. Estamos, a partir de então, por nossa conta. Sozinhos. Começamos a vida em perda e nela continuamos.

Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo, outras possibilidades nos surgem. Ao perdermos o aconchego do útero, ganhamos os braços do mundo. Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói. E continuamos a perder e seguimos a ganhar.

Perdemos primeiro a inocência da infância. A confiança absoluta na mão que segura nossa mão, a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas porque alguém ao nosso lado nos assegura que não nos deixará cair... E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar. Por quê? Perguntamos a todos e de tudo. Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas, irremediavelmente deixadas para trás.

Estamos crescendo. Nascer, crescer, adolescer, amadurecer, envelhecer, morrer.

Vamos perdendo aos poucos alguns direitos e conquistando outros. Perdemos o direito de poder chorar bem alto, aos gritos mesmo, quando algo nos é tomado contra a vontade. Perdemos o direito de dizer absolutamente tudo que nos passa pela cabeça sem medo de causar melindres. Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda tememos dizer-lhe isso.

Receamos dar risadas escandalosamente da bermuda ridícula do vizinho ou puxar as pelanquinhas do braço da vó com a maior naturalidade do mundo e ainda falar bem alto sobre o assunto. Estamos crescidos e nos ensinam que não devemos ser tão sinceros. E aprendemos. E vamos adolescendo, ganhamos peso, ganhamos, seios, ganhamos pelos, ganhamos altura, ganhamos o mundo.

Neste ponto, vivemos em grande conflito. O mundo todo nos parece inadequado aos nossos sonhos ah! os sonhos!!! Ganhamos muitos sonhos. Sonhamos dormindo, sonhamos acordados 
, sonhamos o tempo todo.

Aí, de repente, caímos na real! Estamos amadurecendo, todos nos admiram. Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados. Perdemos a espontaneidade. Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo. Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais? A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado?

E continuamos amadurecendo, ganhamos um carro novo, um companheiro, ganhamos um diploma. E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar, de andar descalço, tomar banho de chuva, lamber os dedos e soltar pum sem querer.

Mas perdemos peso!!! Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos e tascamos-lhe aquele beijo estalado, mas apertamos as mãos de todos, ganhamos novos amigos, ganhamos um bom salário, ganhamos reconhecimento, honrarias, títulos honorários e a chave da cidade. E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.

De repente percebemos que ganhamos algumas rugas, algumas dores nas costas (ou nas pernas), ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso. e perdemos cabelos. Nos damos conta que perdemos também o brilho no olhar, esquecemos os nossos sonhos, deixamos de sorrir. perdemos a esperança. Estamos envelhecendo.

Não podemos deixar pra fazer algo quando estivermos morrendo. Afinal, quem nos garante que haverá mesmo um renascer, exceto aquele que se faz em vida, pelo perdão a si próprio, pelo compreender que as perdas fazem parte, mas que apesar delas, o sol continua brilhando e felizmente chove de vez em quando, que a primavera sempre chega após o inverno, que necessita do outono que o antecede.

Que a gente cresça e não envelheça simplesmente. Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie. Que tenhamos rugas e boas lembranças. Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor e um pouco de ousadia. Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos. E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo, mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos, sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

Afinal, o que é o tempo?
Não é nada em relação a nossa grande missão.
E que missão! Fique em Paz!



FOTOGRAFANDO



Consertos em roupas





Algo diferente do habitual






 Saudades











mais saudades




Costurando


















Miçangas









Crítica








Flores









Bordando











Agradecimento












sábado, 8 de setembro de 2012

Agradecimento à . . .


SUPERMERCADO CANOSSA

BAZAR DA DONA HELENA

KAPO CONFECÇÕES (LUIZÃO)

ALICE J. SOUZA

REJANE



Por terem colaborado com o Projeto.

MUITO OBRIGADO






Essa máquina foi uma grande aquisição para o Projeto (doada pelo Luizão), 

é utilizada também para pequenos consertos de roupas dos internos.






Alguns trabalhos realizados pelos internos ( o tema é livre e geralmente a peça é para presentear alguém da família, que está distante, ou para uso próprio) :







Apliques






Pintura em tecido






Preparando para pintar (o desenho foi feito a mão livre)


  



Ponto correntinha
















quinta-feira, 2 de agosto de 2012

QUAIS SÃO OS MALES QUE O CIGARRO PROVOCA NO CORPO HUMANO ?


O cigarro pode causar cerca de 50 doenças diferentes, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação, cânceres de vários tipos e doenças respiratórias. "A fumaça do cigarro é absorvida por combustão, o que aumenta ainda mais os males da sua composição", diz Valéria Cunha de Oliveira, técnica da divisão de tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro. Parece papo de ex-fumante, mas é a pura verdade: em cada tragada são inaladas 4 700 substâncias tóxicas. Entre elas, três são consideradas as piores.
A primeira é a nicotina, que provoca dependência e chega ao cérebro mais rápido que a temida cocaína, estando associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea). A segunda é o monóxido de carbono (CO), aquele mesmo que sai do cano de escapamento dos carros. Ele combina com a hemoglobina do sangue (responsável pelo transporte de oxigênio) e acaba reduzindo a oxigenação sanguínea no corpo. É por causa da ação do CO que alguns fumantes ficam com dores de cabeça após passar várias horas longe do cigarro. Nesse período de abstinência, o nível de oxigênio circulando pelo corpo volta ao normal e o organismo da pessoa, que não está mais acostumado a esse "excesso", reclama por meio das dores de cabeça. A terceira substância tida como grande vilã é o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.
Todo câncer relacionado ao fumo - como na boca, laringe ou estômago - tem alguma ligação com o alcatrão. A união desse poderoso trio de substâncias na composição do cigarro só poderia tornar o produto extremamente nocivo à saúde. Para se ter uma idéia, 90% dos casos de câncer de pulmão - a principal causa de morte por câncer entre os homens brasileiros - estão ligados ao fumo.
Alvos fáceis demais Coração e pulmão estão entre as principais partes do organismo atingidas pelo tabaco

1. Da cárie ao câncer
O tabagismo provoca vários estragos na região da boca. Além de modificar o hálito, a fumaça irrita a gengiva e pode facilitar o surgimento de cáries. Há também uma alteração nas papilas gustativas, o que afeta o paladar do fumante. O cigarro ainda aumenta os riscos de câncer de boca, apesar de ser menos prejudicial nesse aspecto que o charuto

2. Chapa preta
Várias substâncias tóxicas presentes na fumaça fazem os tecidos dos pulmões perderem elasticidade, o que acarreta uma destruição parcial da estrutura desses órgãos. É isso que as chapas de pulmão dos fumantes - bastante escuras - mostram. Das mortes provocadas por bronquite ou enfisema, 85% estão associadas ao cigarro. O câncer de pulmão é ainda a principal causa de morte por câncer entre fumantes

3. Trabalho com a nicotina
A nicotina aspirada pelo fumante segue para o fígado, onde é metabolizada. Por isso, esse órgão também está sujeito a desenvolver câncer

4. Estômago embrulhado
Já foram encontrados resíduos de um agrotóxico chamado DDT em amostras do alcatrão que compõe o cigarro. O DDT irrita as paredes do estômago e pode levar o fumante a sentir náuseas. Além disso, uma parte das substâncias tóxicas do cigarro é metabolizada no estômago, o que pode gerar gastrite, úlcera e até mesmo câncer

5. Risco de derrame
O cérebro também pode ser afetado pelas dificuldades de circulação causadas pelo cigarro. Os vasos comprimidos, a qualidade de sangue prejudicada e o aumento da pressão arterial podem resultar em derrame cerebral

6. Circulação comprometida
A nicotina diminui a espessura dos vasos sanguíneos e o monóxido de carbono reduz a concentração de oxigênio no sangue. Assim, o fumante está mais sujeito a vários problemas relacionados à circulação, como aneurismas (dilatação de vasos sanguíneos que favorece os derrames), tromboses (entupimento de vasos), varizes e até uma doença chamada tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros

7. Infarto à vista
Um dos órgãos mais afetados é o coração. A ação da nicotina faz com que o corpo absorva mais colesterol. O cigarro também eleva a pressão arterial e a freqüência cardíaca, que sobe até 30% durante as tragadas. Tudo isso é fator de risco para problemas no coração, tornando o fumante mais propenso a ter infartos

Livre do vício

O que você ganha se ficar sem fumar por...

20 minutos: a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal
2 horas: não tem mais nicotina circulando no sangue
8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza
2 dias: o paladar ganha sensibilidade novamente
3 semanas: a respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora
5 a 10 anos: o risco de sofrer infarto passa a ser igual ao de quem nunca fumou.